EdLua.Artes

EdLua.Artes
Blog mantido por Lua Rodrigues e por mim. Trata de Artes, Eventos Culturais, Filosofia, Política entre outros temas. (clique na imagem para conhecer o blog)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Quem entender é gênio? Acho que não!

Um Aviso (Coma, Casulo, e Asas Negras)

Edgar Izarelli de Oliveira


Aviso na parede de um casulo negro:

Poesia não é sol, poesia é arte.

Poesia não abandona, não explode, nem some, nem trai...

Poesia nem sequer morre como minha estrela-guia fez há pouco.

Poesia apenas adormece e, ao que parece, entra em coma também.

E eu sinto que essa minha companhia vai tirar um longo sono...

Cansada de escrever cartas mal-apreciadas, minha mão bate a capa do caderno,

Minha alma, esgotada de tanto amar, pede para que o amor se retire de uma vez;

Mas conserva ainda a companhia nobre de um sábio e silencioso mago,

Um mestre sombrio e taciturno, que tranca porta de meu coração...

Agora quem está dentro ficará comigo durante um bom tempo,

Já os que saíram não poderão retornar até que eu desperte mais disposto...

Não sejamos assim tão drásticos e dramáticos, um dia um raio de sol terá de entrar!

Que vigiem as portas, janelas, rotas de escape, conselhos e segredos,

Quem me tiver uma lealdade diferente, chamada bom-senso.

E cantem as velhas liras aqueles que souberem o que passei para que elas descessem.

E que cuidem de mim somente quem o fizer por carinho verdadeiro, amizade, respeito,

E uma outra coisa que agora já não sei mais se existe ou não,

Mas, que antes de todo esse vendaval, tinha um nome ligado à arte sem cola,

Monocromia? Simetria? Silogismo? Sincronia? Sinceridade, eu acho... Era isso!

E que cuidem de minha alma sonolenta aqueles que conhecem seus desejos

Aqueles que sabem entender que ela diz em cada murmúrio distante...

As palavras que trazem os sonhos de um beijo longo, completo e imperfeito...

E que estes mesmos deixem alguns raios-de-sol, selecionados a dedo, me aquecerem.

Pra ver se alguma magia me desperta à arte das coisas escritas na parede de papel,

Mas, francamente, acho difícil aparecer nova paixão do lado de fora das cortinas.

Acho que tem mais chances de serem promovidas a sol as estrelas que ficaram.

Ou, vai ver, o mago consiga me encantar e me fazer sua esposa.

Boa noite poesia, durma bem, e não acorde tão cedo. Amanhã ainda é Setembro,

Ainda temos nove meses e um filho inteiro pra gerar, um mundo pra girar,

Até o próximo inverno começar a carregar de flores as cerejeiras.

Durma bem, e tranquila, que tem gente aqui olhando por você!

Tem gente aqui querendo ver minha alma feliz!

Qualquer dia, quando o tempo esfriar, abra as novas asas noturnas e voe!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Outro texto de reflexão!

Simplicidade egoísta?

Às vezes, uma palavra é suficiente pra desencadear uma profunda reflexão. Às vezes se trata de uma frase solta que capturamos na rede do inconsciente e guardamos. Às vezes a reflexão já está nos trilhos, mas andando lentamente e, de repente, aparece a palavra que nos afunda de vez... Foi o que aconteceu comigo hoje...

Depois de uma briga com minha companheira por causa de uma sensação que eu tenho de falta de carinho e excesso de bronca por parte dela, comecei a pensar se seria mesmo ela o problema ou se eu é que não aceito o jeito dela.

Na dúvida, procurei uma amiga que me conhece muito bem e com quem tenho pacto de sinceridade natural devido a irmandade amigável de nossas almas. Perguntei a ela se eu sou muito difícil de agradar, se sou muito complexo. Ela me respondeu que não, que gosto das coisas simples, das coisas que lembram a essência humana: pequenos gestos, atos sinceros.

Graças a essas palavras descobri uma coisa que me aterrou: Sim, é verdade que gosto das coisas simples, dos pequenos gestos sinceros, mas não de qualquer simplicidade ou qualquer gesto. Gosto de carinho, mas me lembrei que carinho tem várias formas de se mostrar (quantas vezes eu já não dei broncas em pessoas que amo porque, naquela hora, era o melhor que eu tinha pra dar ou achei ser isso o que a pessoa precisava?) e eu não sei aceita-lo em todas as suas expressões. Minha simplicidade é egoísta! Eu é que não aceito; eu é que me machuco.

Por outro lado, será mesmo tanto egoísmo se, às vezes, preciso de um abraço ou de um carinho no rosto? Todo mundo precisa disso de vez em quando, ao menos todos os que escolheram uma vida normal dentro dos padrões sociais. E aqui vai uma grande ironia, posto que dedico grande parte das minhas horas inventivas a quebrar paradigmas, não é mesmo? Então, como posso querer me inserir no meio deles? Devia estar feliz mesmo sem carinho... Ou melhor, em ter carinhos que se apresentam fora dos padrões convencionais e, no entanto, só consigo desafiar minha companheira a ser outra pessoa, eu a chateio demais, a enfado, e me frustro.

Não devia esperar dela algo que ela não tem para oferecer, devia aceitar isso e eu juro que já tentei, mas minhas lembranças insistem em trazer de volta tempos, não tão remotos assim, em que tinha o carinho que eu gosto e era muito feliz, porém, reclamava por falta de alguns detalhezinhos bobos. Pois bem, hoje tenho todos os detalhes que eu um dia sonhei, mas parece que falta a essência. Então acho que devia parar de machucar a mim mesmo e a minha companheira, principalmente a ela por quem tenho grande carinho; devia terminar a relação e deixar ela procurar alguém que a faça feliz, alguém que se encaixe com a personalidade forte dela. E, quem sabe, encontrar alguém que reflita mais minha natureza gentil.

Mas, se esse meu desejo por carinhos mais sensíveis for exigência do meu ego, eu estaria sendo mais egoísta do que eu posso suportar pra mim mesmo. Imagina, terminar com alguem que tem tudo que eu preciso só porque ela me da broncas certas, só porque tem um jeito diferente de me segurar. Porém, se for uma necessidade da minha alma, alguma coisa mais profunda, mais, sei lá, primordial e vital para minha felicidade... Então, eu não deveria temer mais nada...

Mas como saber, afinal, se meus desejos são a felicidade da alma ou capricho do ego? É uma reflexão tardia, mas que ainda pode mudar os caminhos do mundo.

E mergulho dentro de mim pra saber se minha simplicidade é mesmo egoísta ou se é minha descoberta que se finge de importante...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Um texto para reflexão...

Pergunta-se: Qual outra arte, além da suposta "arte do afeto", não exige tudo isso de seu artista? Toda essa entrega e desdobramento de si mesmo para uma outra existência? Toda e qualquer arte é feita de afetos, não vive sem eles... E, muito além disso, toda arte troca uma vida inteira, reiventando-se em cada obra ou momento de criação, com seu artista. Como num casamento compartilham-se mutualmente entre amores, raivas, desejos e incertezas... Toda arte é, naturalmente companheira pra todas as horas em qualquer dimensão! Não existe arte sem afeto nem arte do afeto, existem pessoas que demonstram afeto em artes diferentes, caminhos, rotas de escape, portas, buraquinhos na parede de lã que separa as vidas das pessoas... Mas, todo afeto tem uma arte escondida que, se for refreada e trancada pessoa a dentro, não causará mais que a escuridão de uma noite sem lua e sem estrelas.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Acabei de Escrever

Karma Findado (Erros, Escolhas Certas e Esperanças)


Olha só como é deprimente a depressão:

Rasguei, entre sinceras lágrimas,

Tudo o que me lembrava a pessoa amada.

Cartas, número de celular, e-mail, perfis em redes sociais, retratos...


E conservei, como divinas relíquias,

As fotos da pessoa errada..

Seus desenhos, suas idéias, suas palavras...

Só me serviram para aumentar a minha ilusão.


O tempo passou e as memórias me trouxeram o que tentei expurgar de mim,

Aquilo que, na verdade absoluta, nunca rasguei:

O sentimento que as trevas de uma chuva de verão sopraram...


O tempo passou e minhas memórias me deram a certeza da qual nunca duvidei:

De baixo daquela casca fina de arte, magia e perfeição, havia só miragens e desenganos;

E sua imagem partida agora partindo já não significa muito diante da minha vida atual...

Ou, vai ver, nunca tenha sido mais que uma lembrança viva de algum passado sombrio

Que, ainda não devidamente resolvido, voltou para ser relembrado, revivido, repassado.



E, apesar disto, eu reafirmo minha escolha... A mesma daquela noite de tempestade.

A mesma diante da lua minguante de hoje: viver a minha vida presente,

Viver daqui para frente, viver o meu futuro da melhor maneira que eu puder,

Se é que, depois do encontro dos turbilhões do tempo, ainda me sobrou alguma coisa...


Separo, sem chorar, minhas roupas, minhas aventuras, minhas palavras sagradas,

Minhas decisões, minhas pequenas artes, minha alma, minha vida e meu amor sincero...

Vou tentar recomeçar, sem olhar pra trás, mas deixo na estante a caixinha mágica...

E arrebento as correntes desse karma separador, tarde de mais, admito...

Mas ainda tenho algumas moedinhas de Lugh pra pagar um táxi.

Me despeço dessa vida passada, fecho a porta e saio sorrindo forte.

Vendo as esquinas onde eu posso ter errado o caminho.


E se o mal não pode mais ser corrigido, desfeito ou esquecido,

Ainda me resta a esperança de, algum dia, ser perdoado,

Aceito como um erro humano, como qualquer um, como qualquer outro.

Erro de quem tinha a felicidade e se encantou com uma aparente perfeição,

Mas, no último instante, pode reavaliar tudo e fazer o certo...



E, quem sabe, um dia poder me entregar de corpo e alma,

Novamente, à pessoa que amo e ser aceito como sua metade.


Edgar Izarelli de Oliveira

domingo, 21 de agosto de 2011

A verdadeira Arte

Quando se tem alguem para amar é que se descobre a verdadeira, a mais integra, a mais completa e equilibrada entre alma e técnica, a humanidade e a divindade, a derradadeira arte!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

poesia de homenagem a uma coisa sem a qual ninguem vive

À Arte

Arte não é para ser entendida,

Apenas grita os anseios e dores

Da ausência de sentidos

Ou do sobressalto destes

Quando, chegada a hora de alguma morte

Experimentada de tantas maneiras em tantas vezes,

Chega, também, o peso da descoberta, revelação, epifania...

"Arte, sem você não dá para viver! Não em paz! Não nesse mundo descozido e moído!”

E, nas ondas dos porquês e como's, enigmas atrás das respostas,

Encontrar-se em outro corte, outra maestria, outra poesia

Cantando um outro choque, sabedoria, uma outra vida em seu desmontar e despertar!
.....................................................................................................................................................;..........

Boa noite, ou, como já é de prache, Good Dawn!!!
Essa poesia me veio como resposta a um texto, um poema, que um colega poeta escreveu e que se encontra AQUI. Aproveitem para apreciar outros trabalhos dele, são realmente excelentes. Nossas linhas são opostas, mas admiro e me inspiro com o trabalho dele. Assim como divulgo o trabalho da Minha Rosa Naiara, divulgarei todo aquele que for um colega de poesia. A arte é realmente sagrada demais para ser guardad a sete chaves. Acho que esse colega não concorda muito com isso ... XD mas... Vamos ver como ele reage... Bem-vindo, Supper Egg!

Só pra lembrar: Dia 27, à partir das 15 horas, farei o lançamento de "Infinitvos - Onde Tudo É Possível" no Pvailhão do Parque do Lago Francisco Rizzo, Embu das Artes. Entrada franca, não precisa de convites pra entrar.

Ps: Hoje, recitei "Medo, Nunca Mais!" numa espécie de assembléia civil que discutia os direitos das pessoas com necessidade especias aqui no Embu. Foi bem legal!

Abraços

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Medo, Nunca Mais! - Infinitivos: Onde Tudo É Possível



Medo, Nunca Mais!

Medo, nunca mais...

Eu disse nunca mais,

Nunca mais entrarás em meu coração!

Nunca mais reinarás!

Nunca mais me fará prometer coisas

Que para mim são impossíveis de se cumprir

Medo, afasta as garras de mim!

Nunca mais sentirei medo

De escrever meus versos!

Medo de mim mesmo é um passado sem volta!

Medo de tudo e de todos, agora inexiste!

Medo, tu não atrapalharás meu amor!

Não me separarás das pessoas!

Não me impedirás de olhar nos olhos!

Não me fará perder beijos e abraços!

Não impedirá minha existência plena!

Nem sequer habitarás o meu futuro

Porque vivo do presente!

Nem sequer tens um quarto no escuro

Da minha alma!

Desaproprio-te de minha voz

De minha mente, de meu ser inteiro!

Desaproprio-te agora e pra sempre!

Chega de ficar preso a ti,

Chega de perder os melhores momentos de minha vida!

Chega dessas mortes lentas,

Desses passos em círculo

Diante da vida e do infinito!

Chega de tremer, pulo do precipício de olhos fechados!

Com Coragem de quem Vive, voa, dança, canta e Ama

A vida com todo seu resplendor!

Tu, Medo, estás sem armas, e sem voz, e sem discurso!

Leva contigo essa infelicidade,

Essa fragilidade,

Essa desconfiança!

Coragem, Vida e Amor, apropriem-se de mim!

Porque agora começo a VIVER de Verdade!

Medo, Nunca Mais!

Edgar Izarelli de Oliveira

............................................................................................................

Boa noite, galera! Hoje eu vim dar uma palhinha do que será o lançamento de Infinitivos - Onde Tudo É Possível que, só para reforçar o convite, será no dia 27 de agosto, às 15:00 horas, no pavilhão do Parque Francisco Rizzo, no Embu das Artes.

A grande novidade é que ocorrerá um sarau.

Como podem verm já estou praticando a arte de recitar poesia. Prometo recitar no mínimo duas. "Medo, nunca mais", ao meu ver, é o ápice; a poesia que mais vai causar impacto. Sua posição central mp corpo do livro diz muito, embora, claro, as poesias bases desse novo trabalho sejam outras... As poesias bases são aquelas a partir das quais eu monto a obra, aquelas que dão o título ao livro e, na teoria, seriam as mais importantes. Nos meus livros , porém, tem acontecido um fato curioso. as poesias base estão ocupando um papel de coadjuvante ou de protagonista externa. Do livro "Essência" a poesia que realmente marcou foi "Aquela foto". De "Passos Sobre Passos" foi "Abril 2008" e "Ambição". Dessa vez, eu aposto nessa ai acima. Vamos ver o que a crítica vai dizer.


Agradeço meu tio Isac da Costa pelo video.


Um abraço

Ed


domingo, 7 de agosto de 2011

Repost de Desnickado (coisa séria)





PL 84/99. Ja ouviu falar nele ? É um projeto de lei que visa “regulamentar” o uso da INTERNERT no Brasil, mas como toda boa lei brasileira, ela é nos foder.

O PL84/99 com a fachada de “regulamentar o uso da internet no Brasil” quer acabar com a liberdade que ainda temos nesse meio. Lá está dito que eu poderia utilizar nenhum dado de outra pessoa sem autorização. Quer dizer, eu não poderia utilizar essa imagem ai acima sem encontrar quem a fez e pedir uma autorização, com pena de detenção até UM ANO.

Se eu baixar uma música, a pena é de até 2 anos e ainda tem uma multa….
Isso sem contar que os sujeitos ainda querem acabar com o anonimato na internerd.

Então, vamos nós assinar uma “listinha de abaixo assinado”, enviar um email para o deputado em questão, depois dizer para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor [IDEC] que não estamos contentes.

Segue os links:

Abaixo assinado via AVAAZ
https://secure.avaaz.org/po/save_brazils_internet
[preencha os campos do lado direito da pagina e clique em enviar]

Petição via IDEC
http://www.idec.org.br/campanhas/facadiferenca.aspx?idc=24
[preencha os campos com estrelinha do lado direito e clique em enviar]

Texto completo do Projeto de Lei 89/99
http://www.brdatanet.com.br/infocenter/biblioteca/pl8499.htm

Eu, seu vizinho e meu futuro filho agradecemos sua colaboração.

[]‘s

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Convite para Lançamento em Embu

No sábado, dia 27 de agosto, o poeta e escritor Edgar Izarelli de Oliveira lançará sua mais recente obra poética “Infinitivos – Onde Tudo É Possível”, no pavilhão do Parque Francisco Rizzo, Embu das Artes, às 15:00 horas e convida a todos para prestigiarem uma tarde de muita arte.

O novo trabalho visa causar uma profunda reflexão sobre a vida e seus valores. Para tanto, contando com 33 poesias, a maioria de cunho filosófico, o livro busca, num primeiro momento, aproximar-se gentilmente do leitor com poesias que, utilizando uma linguagem mais afável, tenta chamar atenção do leitor para o valor do instante. Num segundo estágio, as poesias ganham intensidade, se tornando mais sérias e mais intimas, embora algumas tratem da realidade crua, ainda que vestida com um certo grau de cuidado. O autor também se utiliza de outros recursos para dar a reflexão desejada, recorrendo, em primeira estância, às formas diversificadas como meio de choque visual. Certamente, é uma obra que busca unir o novo ao antigo, o inovador ao conservador, em um jogo de contrastes muito envolvente e real.


Por favor, ajudem a divulgar!

Abraços,

Ed

domingo, 31 de julho de 2011

Uma poesia de Esperança

Pequenas Poesias da Esperança

Edgar Izarelli de Oliveira


E me surpreendi ao abrir a janela do quarto

Depois de uma noite de finas garoas e firmes abraços...

Parece que a tempestade durou mais que o previsto,

Mas as gotas leves do inverno abrandaram um pouco os traços;

As feições do tempo e da distância parecem continuar a improviso

Numa cena já mais suave e, com certeza, mais bonita e com mais sorrisos,

Aquilo que a fúria e o desespero haviam inundado.

E parece que a fé dos sobreviventes finalmente chama a estrela para o palco.

Te chamo para assistir, acolhida nos meus braços, a um céu nublado.

A estrela, discreta e tímida, ainda se esconde entre algumas dúvidas e mágoas,

Ainda parece não saber se sai ou não para nos dar o paraíso,

Para mudar o destino e anunciar o fim das águas...

Mas seus raios de luz já nos provam que ela existe e parece disposta a perdoar.

É seus raios de luz, ainda inconstantes, já me mandam pequenas poesias da esperança,

Enquanto iluminam nossos olhos e a as terras encharcadas...

Te fazendo derramar em meu ouvido a voz fluida do amor, líquido sagrado da vida,

Inspiração maior para tudo que eu já vi a fé trazer e a poesia cantar!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Engaiolado -poesia nova

Engaiolado




Edgar Izarelli de Oliveira







Hoje, caminhando uma caminhada reflexiva,




Me deparei com as grades azuis de uma creche...




E, sem que me desse conta, me agarrei a elas procurando o melhor ângulo.




Algo lá dentro me chamou e eu encostei o rosto,




Olhando nos quadradinhos regulares da grade. Do outro lado:




Crianças brincavam no gira-gira, corriam, gritavam, caiam, apostavam corrida em triciclos.




Alguns minutos se passaram e eu parecia um amante dos pássaros.




Observava as criaturinhas engaioladas com um olhar de pena e a expressão serena,




Mas as criaturinhas continuaram a brincar sem nem notar a minha existência e persistência...




De repente meu olhar ganha desejo e perde penas e pernas.




E ai, eu já não sei se a inocência prende ou liberta,




Mas eu é que pareço prisioneiro das desilusões do mundo,




Olhando passarinhos voarem despreocupados no céu nublado de um dia qualquer.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mais um pensamento (diante de uma descoberta)

A vida é uma imensa ironia muito bem construida sobre a teia má das interpretações errantes. Uma mesma frase pode causar riso, choro, desconfiança ou raiva, mas sempre acaba com sugestivas reticências, chaves de portas amplas...